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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Quantos, quem, onde, por que somos? Sonho x Realidade

O título acima foi tema de um dos debates do quarto dia do Social Media Week São Paulo. Participaram do debate Renê de Paula (Locaweb) e Gil Giardelli (ESPM/Gaia) com a mediação do Pedro Doria (Estadão). A proposta era discutir as verdades, exageros, números over-dimensionados e a dura realidade de quem trabalha e pensa nas mídias sociais. Senti que foi uma verdadeira trollagem, mas não que tenha sido ruim.

Ficou claro no debate que o Renê de Paula e Pedro Doria, que até então só iria mediar a discussão, definitivamente não acreditam em mídias sociais, e defenderam muito bem os seus pontos de vista. Segundo eles, dentre muitas coisas que abordaram, mobile é uma coisa cara, pensamos no Brasil com os olhos de fora, os brasileiros são pouco ativistas, mídias sociais não servem pra nada e quem ganha dinheiro com isso são aqueles que realizam eventos sobre o tema (o Renê fala basicamente o que disse no evento em seu blog pessoal aqui e aqui). Pelo que entendi, principalmente do Renê, quiseram mostrar que vivemos em um "mundinho" fechado e nos pautamos pelos nossos amigos. Infelizmente, apesar de gostar muito do profissional, o Gil Giardelli não conseguiu contrapor e defender o "nosso" lado.

Depois de tudo isso, apesar de ter discordado demais dos pontos de vista levantados ali, procurei refletir sobre o assunto (esse foi o lado bom da trollagem). Cheguei a conclusão que são maneiras diferentes de analisar a mesma coisa. O Renê se pautou em analisar os "problemas" culturais e sociais da nossa época, não só referentes a tecnologia, e o que há de ruim em mídias sociais, o que realmente existe, como tudo na vida, inclusive em hospedagem de sites. Apesar de respeitar muito a opinião do Renê, por toda sua experiência e história na comunicação, acredito que ele foi infeliz em generalizar e colocar todo mundo em um único balaio de gato.

Não sou cético quanto ao mercado, sei que existe muita gente oportunista, empresa e profissional, que entra no meio por "modinha", muitos que não entendem que é só mais um meio dentro de um ciclo e, portanto, não é a salvação para nada. Sei também que nosso País tem um problema sério social, que isso se reflete muito na web, mas acredito que as coisas estejam realmente mudando. Em relação aos "problemas culturais", acho que toda sociedade, não só brasileira, está passando por uma transformação e isso de alguma maneira nos choca (como disse o Sr. Fábio Barbosa, presidente do Conselho do Banco Santander durante o Social Media Week, as pessoas não gostam de mudança, mas vivemos em uma época em que as coisas mudam muito rápido).

Como acredito muito no Brasil e no mercado, além de ser confiante por natureza, posso dizer que estou vivendo em um "mundinho" em que:

- a internet foi regulamentada na campanha e as mídias sociais foram importantes no processo eleitoral brasileiro (nada de obamania e, talvez, não haveria segundo turno);

- uma empresa começou o processo de venda de um apartamento pelo Twitter (não defendo a plataforma, mas a empresa que foi estruturada para isso e entendeu o que é mídia social);

- uma estudante foi demitida por um post racista, que foi repudiado pela rede, e está sofrendo uma ação da OAB;

- 34,2 milhões de assinantes com internet banda larga, 20,6 milhões deles usam internet por smartphone ou modem 3G;

- o Brasil pode ter ao final de 2011 35 milhões de aparelhos 3G;

- existe plano pré-pago popular para acesso ilimitado à internet;

- pela primeira vez no mundo smartphones vendem mais que computadores pessoais;

- os consumidores tem mais poder;

- o co-Fundador do Instagram é brasileiro;

- o co-Fundador do Facebook é brasileiro;

- as redes sociais inflenciam pouco a mídia tradicional no Brasil, mas já influenciam (o Brasil ainda é muito centralizador de audiência, inclusive na web, mas aos poucos isso está mudando, temos vários casos que mostram isso, como esse, esse, esse, esse e esse);

- o Orkut ainda é maior no Brasil, porém no último ano cresceu 28%, enquanto o Facebook 258%. (é evidente que o Orkut é preferência nacional, mas a tendência é que o Facebook lidere brevemente);

- pelo menos 33 senadores já aderiram as redes sociais;

- um órgão de defesa do consumidor fará parte do Comitê Gestor da Internet no Brasil;

- os brasileiros são os que mais usam tecnologia e redes sociais no trabalho;

- 81,3 milhões de pessoas com mais de 12 anos acessam a internet no Brasil, sendo que desse universo, 31% usam a lan house para se conectar e 27% se conectam através de suas residências;

- 98% dos usuários brasileiros acessam as redes sociais.

Obrigado Renê de Paula, Gil Giardelli e Pedro Doria por me fazer analisar nosso "mundinho".

segunda-feira, 5 de abril de 2010

Modelos de Twitter Corporativo-Feed

Em fevereiro o Fred Fagundes, blogueiro e dono do Quem Matou a Tangerina, postou modelos de Twitter corporativo. Na ocasião ele escolheu os perfis @tvca, @saraivaonline, @pantanalshop e o @superbiglar. Cheguei a comentar que concordava com todos, com exceção do perfil @tvca. Analisei melhor os perfis e além do @tvca também não concordo com o @saraivaonline. Vou explicar o motivo e ainda citar mais alguns.

Como pode ver no título, "criei" a expressão "Corporativo-Feed". Para quem não se lembra, feed vem do verbo inglês "alimentar". Basicamente, é a mesma explicação do RSS, o usuário se inscreve e recebe as atualizações sem precisar visitar o site (metablog). Pois bem, se não me entende, quero dizer que são perfis que são usados apenas para publicar conteúdos do próprio site e promoções, ou seja, você seguir o perfil do Twitter e o feed do site é praticamente a mesma coisa.

Vamos ver alguns exemplos:

@tvca


É um perfil "legal" para se informar, como um feed mesmo. O conteúdo é de qualidade. Destaco também as ações que são bem usadas para alimentar os programas da tv. E é aí que vem minha crítica (construtiva), a interação não é recíproca. Veja o perfil @tvca e veja quantos replies foram feitos, não consegui encontrar um desde 16 de março (até onde procurei). Eu mesmo sempre pergunto alguma coisa e nunca sou respondido.

Com uma simples busca, encontrei dois replies para o @tvca, mas não encontrei nenhuma resposta.


Pode ser que a comunicação seja feita por DM (direct message), mas não foi meu caso. E mesmo que seja, não vejo motivo para não permitir que esse diálogo fique disponível para todos.

@sportv, @saraivaonline e @espnagora

A mesma situação da @tvca serve para esses três perfis. Gosto do conteúdo postado, mas nenhum deles tem um replie sequer recente. Todos funcionam como um feed e no máximo criam ações para gerar conteúdo para seus sites ou programas de tv. Não é por falta de oportunidade, veja a busca por @sportv, @saraivaonline e @espnagora.

Exemplo

Quando penso em mídias sociais sempre gosto de citar o @camiseteria, que na minha opinião é um case de sucesso, desde o modelo de negócio até a forma de utilização das ferramentas na web. Fui à primeira página do perfil do Twitter e encontrei vários replies para seus seguidores. Veja o print abaixo:

O @fseixas, um dos fundadores do Camiseteria, fez um post muito bacana ano passado com dicas de como manter e criar um Twitter Corporativo. Dentre os pontos que ele citou, dois são os que as empresas mais pecam.

1 - Faça broadcast E conversação
Twitter é uma ferramenta de broadcast E de conversação, ou seja, além de servir para espalhar informações e novidades (broadcast) serve também para manter um diálogo entre as pessoas e a sua marca. Se você usar o Twitter só para divulgar notícias e ofertas deixará de aproveitar boa parte do que ele tem a oferecer, nesse caso entrar na conversação e engajar pessoas.

Twitter é uma ótima forma de dar personalidade à sua marca e a conversação é o caminho para isso.

2 - Faça atendimento à cliente
SAC no Brasil é sinônimo de problema, de dor de cabeça. Basta lembrar das experiências com as empresas de celular. Eu acredito que SAC é uma excelente oportunidade de fazer marketing. Se você tem um SAC fantástico, que preza pelo excelente atendimento, o Twitter é uma ótima forma de mostrar isso para o mundo. O Twitter te dá a oportunidade de fazer um atendimento, resolver um problema, publicamente, de forma que outras pessoas podem perceber a qualidade do seu SAC mesmo não tendo precisado contacta-lo.

Mais cuidado! Seu SAC deve ser muito bom. Se seu SAC é muito ruim, melhor nem entrar no Twitter.

Mesmo assim, como ele mesmo postou em seu perfil do Twitter, nada em SM (Social Media) funciona 100%. Acredito muito nisso, ainda é um campo em que todos estão aprendendo. É tudo muito novo.

Quero deixar claro que esse post tem a única intenção de aprofundar a discussão em torno do assunto e não de criticar simplesmente. Os exemplos foram baseados em experiências negativas que tive na ferramenta.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

O primeiro grande passo em mídias sociais de Mato Grosso

Segue abaixo meu post na íntegra no Blog da Webcomtexto sobre o case em redes sociais Preserve MT.

O primeiro passo para futuros investimentos em mídias sociais foi dado em Mato Grosso. Por sinal foi um grande passo. Vou mostrar a seguir o porque:

O Governo de Mato Grosso através da Sema e Secom, realiza anualmente uma campanha contra queimadas no Estado. Neste ano, a Invent Comunicação nos chamou para realizar um trabalho em conjunto para a campanha. A partir de toda mídia off-line (tv, jornal, outdoor, rádio, etc) surgiu a ideia do Preserve MT, um site de suporte à campanha, mas com um foco amplo na divulgação das ações de preservação ambiental, especialmente no período proibitivo do fogo.

logo-preserve

Depois de pronto, nossa função era de criar, coletar e gerenciar todos os tipos de conteúdos relacionados ao tema proposto. A atualização era diária e incluiu a participação da assessoria de comunicação que também ficou sob a responsabilidade da Webcomtexto, o que facilitou muito o processo, inclusive de seeding.

Nosso intuito foi estreitar ao máximo o elo entre a sociedade mato-grossense (poder público, empresas privadas, ONG's e a população em geral) através das redes sociais, que além da velocidade da internet, nos proporcionam a possibilidade e a facilidade na troca de informações e opiniões. Todo o conteúdo gerado era integrado com várias redes sociais e sites 2.0 (Youtube, Flickr, Netvibes, Orkut, Google Maps, Delicious e principalmente o Twitter).

Com isso, o site começou tomar dimensão e visibilidade e por consequência deixou de ser uma pequena mídia da campanha. Virou um grande portal de preservação ambiental local (claro com o devido destaque para as queimadas, pois era o período crítico das mesmas).
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O site fez um "caminho contrário" de divulgação, pois ficou conhecido primeiro na internet e a partir daí começou a ser procurado e divulgado nas outras mídias como tv, rádio e mídia impressa. O site também inspirou outros meios de comunicação, que passaram a criar conteúdos relacionados ao meio ambiente usando como referência o conteúdo do Preserve MT. Um exemplo disso foi o tema "reciclagem" que virou até uma série de reportagens da TVCA.

Nunca se discutiu tanto a preservação ambiental e outros assuntos relacionados ao meio ambiente em Mato Grosso. No período de três meses (período proibitivo de queimadas no Estado), de julho a setembro, conseguimos números expressivos para o tema no estado de Mato Grosso. A seguir alguns números que nos ajudam a comprovar a força das mídias sociais:

Site

- Mais de 35.000 page views (visualizações de páginas);
- Em média as pessoas ficaram no site durante 3 minutos por visita. É um número muito bom, sendo que a média diária do brasileiro na internet varia entre 40 e 50 minutos e diários;
- Uma média de 55% dos visitantes adicionaram o site aos seus favoritos.

Tráfego externo

O tráfego externo representa 62% das visitas do site. As mídias sociais foram de suma importância para a divulgação do conteúdo do site, entre as principais fontes de tráfego estão duas redes sociais. Veja as principais fontes de tráfego:

- Google
- Twitter
- RMT Online
- Orkut
- Rdnews
- Gmail

Pontos importantes:

A campanha possuía em sua mídia banners nos principais sites de Mato Grosso. Somando o acesso vindo dos cliques nesses banners, não foi possível alcançar a metade de fontes de tráfego das redes sociais.

- Vale destacar o site RMT Online (portal com grande visitação diária), que está entre as principais fontes de tráfego para o site, tendo em vista que o mesmo divulgou (com destaque na home), durante vários dias, uma lista de empresas de reciclagem linkadas para o site do Preserve MT.

Publicações e Postagens na Internet

- Foram mais de 300 postagens (publicações) diversas em sites e blogs.

Redes Sociais

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- Youtube: Foram postados vídeos da campanha, vídeos enviados pelos usuários do site e favoritados vários vídeos relevantes da internet. São quase 3000 visualizações de todos os vídeos postados. O canal do Preserve MT foi visualizado mais de 700 vezes. Um dos vídeos da campanha esteve entre os mais vistos da semana no Youtube, na categoria educação.

Durante os três meses recebemos mais de 30 vídeos de protestos contra as queimadas e a poluição ambiental. Foi premiado semanalmente, com uma camiseta exclusiva do Preserve MT, o vídeo mais visto no site.

- Twitter: São mais de 500 seguidores nesse período. Foram postadas mais de 400 mensagens, entre promoções, dicas, notícias e curiosidades sobre o tema. São quase 300 replies para o perfil @preservemt. Foram mais de 5000 cliques nos links postados.

- Orkut: Foram feitas parcerias com várias comunidades do Orkut, dentre elas com a comunidade Mato Grosso, com mais de 30000 membros. Nesse período fazem parte da comunidade do Preserve MT mais de 140 pessoas. São mais de 300 visitas ao perfil do Preserve MT.

- Flickr: Postamos fotos de belezas naturais de Mato Grosso, clipping do que saiu na mídia impressa, ações do Preserve MT nas escolas e fotos das pessoas que participaram das promoções e as personalidades que apoiaram a campanha. São mais de 1000 visualizações nas fotos postadas e mais de 500 visualizações do álbum.

O Preserve MT hoje é uma realidade e um sucesso (O site ainda está no ar. Acesse, colabore e conheça preservemt.com.br). Acreditamos incondicionalmente nesse tipo de ação online. Investir em mídias sociais é uma tendência promissora. Nosso Estado é um dos que mais acessam internet (proporcionalmente, claro) no País, e isso faz com que acreditemos cada vez mais no êxito e penetração da internet para alcançar as pessoas.

A Webcomtexto tem apostado muito na inovação e na importância que a internet tem para as empresas. Temos buscado sempre novas formas de comunicar para oferecer ótimas experiências para nossos clientes. Quer inovar? Chame a gente!

Post original: http://webcomtexto.com.br/blog/2009/10/15/o-primeiro-grande-passo-em-midias-sociais-de-mato-grosso/